Rezam as mais diversas concepções religiosas que o casamento é uma instituição sagrada, mas ninguém sabe ao certo o momento em a monogamia prevaleceu sobre a poligamia. Alguns acreditam que o casamento surgiu cocomitantemente com a própria sociedade com o desiderato de organizar a transmissão da propriedade o que nos parece ser a linha de pensamento mais lúcida.
De fato, o casamento é deveras importante no que tange a manutenção do tecido social, mas não se pode também negar que, por muito tempo, serviu para justificar a submissão dos membros da família ao poder patriarcal.
Até os dias de hoje existem resquícios da cultura romana medieval em que o pater exercia poder arbitrário sobre os demais.
Escrevendo sobre esse tema pertinente recordo-me do casamento de Chico Pequeno, que acreditava empíricamente nos princípios romanos de que o homem encontrava-se sobreposto ao frágil sexo feminino, esse preceito era digno da vontade de Deus.
Santana, mulher de Chico, nunca fora muito sadia, não raro reclamava de alguma enfermidade que a acompanhava. Nem mesmo nestes difíceis momentos cabia ao homem ser gentil com sua esposa, desta maneira, demonstrava soberania sobre a submetida
Numa dessas bucólicas noites que se abatem sob tenro céu sertanejo, Chico pequeno apaga a lamparina preparando-se para a bela aurora do próximo dia. Santana, preocupada com a reação nada graciosa do companheiro esconde um mal estar que muito a incomodava, No entanto o problema vai se agravando até o momento em que se faz mister o auxílio do marido:
-Ai, ai!
-Chico! tá me dando uma coisa.
-Então receba!
-Mas Chico é uma coisa ruim.
-Então não receba, ora!
-Chico, eu tô com um frio na barriga.
-Pois se levante e engula brasa!!!!!!
O que Deus uniu não separa o homem.
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Adriano Fontes
em sexta-feira, 23 de outubro de 2009
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BRASILEIRÍSSIMA
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Adriano Fontes
em segunda-feira, 19 de outubro de 2009
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Sob a ótica feminina:
Qual mulher nunca teve:
*Um sutiã meio furado,
*Um primo meio tarado,
*Ou um amigo meio viado?
Qual mulher nunca tomou :
*Um fora de querer sumir,
*Um porre de cair
*Ou um lexotan para dormir?
Qual mulher nunca sonhou :
*Com a sogra morta, estendida,
*Em ser muito feliz na vida
*Ou com uma lipo na barriga?
Qual mulher nunca pensou :
*Em dar fim numa panela,
*Jogar os filhos pela janela
*Ou que a culpa era toda dela?
Qual mulher nunca penou :
*Para ter a perna depilada,
*Para aturar uma empregada
*Ou para trabalhar menstruada?
Qual mulher nunca comeu :
*Uma caixa de Bis, por ansiedade, Uma alface, no almoço, por vaidade
*Ou, um canalha por saudade?
Qual mulher nunca apertou :
*O pé no sapato para caber,
*A barriga para emagrecer
*Ou um ursinho para não enlouquecer?
Qual mulher nunca jurou :
*Que não estava ao telefone,
*Que não pensa em silicone
*Que 'dele' não lembra nem o nome?
Só as mulheres para entenderem o significado deste poema!
Estamos em uma época em que:
*Homem dando sopa,
é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres. *
*Pior do que nunca achar o homem certo
é viver pra sempre com o homem errado.*
*Mais vale um cara feio com você do que dois lindos se beijando.*
*Príncipe encantado que nada... Bom mesmo é o lobo-mau!!
Que te ouve melhor...
Que te vê melhor...
E ainda te come!!!*
fonte: http://drikacerqueira.blogspot.com/2009/01/poema-feminino.html
RAPIDINHAS DA SEGUNDA
Postado por
Adriano Fontes
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I- O blog independente do Paulo Henrique Amorim tem dado cambão no site da veja quando o assunto é número de visitas. Segundo o Alexa, site do grupo Amazon, o conversa afiada se encontra na colocação 2.067 no ranking enquanto o site da veja ocupa a posição de número 12.379.
II- A veja divulga, enfim, a agenda de Lina Vieira. Agora cá pra nós, demorou muito pra achar, não foi não?
Não me conformo que essa agenda tenha surgido somente agora e já venha acompanhada de contradições. Que lugar difícil era esse aonde essa agenda estava socada? ou será que houve um motivo determinante para sua ocultação?
III- Carlos Augusto Montenegro nos quer fazer crer que Dilma não decola. Ora! será que ele esqueceu que Roseana Sarney, Ciro Gomes, Lula, Maluf e tantos outros já figuraram como favoritos em campanhas eleitorais e, no entanto, quando começou o pleito acabaram derrotados? acredito sinceramente que assim o faz no interesse de outrem, se não nos pouparia dessas asneiras baseado simplesmente na história.
II- A veja divulga, enfim, a agenda de Lina Vieira. Agora cá pra nós, demorou muito pra achar, não foi não?
Não me conformo que essa agenda tenha surgido somente agora e já venha acompanhada de contradições. Que lugar difícil era esse aonde essa agenda estava socada? ou será que houve um motivo determinante para sua ocultação?
III- Carlos Augusto Montenegro nos quer fazer crer que Dilma não decola. Ora! será que ele esqueceu que Roseana Sarney, Ciro Gomes, Lula, Maluf e tantos outros já figuraram como favoritos em campanhas eleitorais e, no entanto, quando começou o pleito acabaram derrotados? acredito sinceramente que assim o faz no interesse de outrem, se não nos pouparia dessas asneiras baseado simplesmente na história.
A satanização do MST
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Adriano Fontes
em domingo, 18 de outubro de 2009
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É verdade que o Movimento dos Sem terra comete certos exageros, todavia não podemos negar que a imprensa faz, intencionalmente, uma cobertura negativa acerca do movimento com a clara intenção de desmoralizá-lo.
O cotidiano do MST, sua importância social, seu papel preponderante na reforma agrária fazendo pressão e defendendo a democratização do capital no campo nunca foram lembrados pela grande mídia.
Malgrado, se faz mister não olvidar a contradição que reza em sua cartilha, haja vista se apresentar como um movimento revolucionário quando na verdade é reformista.
Portanto, o grande problema da cobertura que a imprensa tem dado é que se tem divulgado tão somente os seus erros e, ainda por cima, de uma forma totalmente tendenciosa com o claro objetivo de se preservar a concentração latifundiária no nosso país.
O cotidiano do MST, sua importância social, seu papel preponderante na reforma agrária fazendo pressão e defendendo a democratização do capital no campo nunca foram lembrados pela grande mídia.
Malgrado, se faz mister não olvidar a contradição que reza em sua cartilha, haja vista se apresentar como um movimento revolucionário quando na verdade é reformista.
Portanto, o grande problema da cobertura que a imprensa tem dado é que se tem divulgado tão somente os seus erros e, ainda por cima, de uma forma totalmente tendenciosa com o claro objetivo de se preservar a concentração latifundiária no nosso país.
Safadão apóia...
Postado por
Adriano Fontes
em domingo, 11 de outubro de 2009
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Essa postagem foi feita especialmente para os meus eméritos colegas de peleja da UFCG-CCJS.
Quando começou a campanha para a presidência do DAAM eu não tinha noção de que esse simples pleito se tornaria um duelo romano. Inicialmente conhecíamos duas chapas: 1 e 2. Depois se apresentou a chapa 3 com um tom irônico que prometia ser diferente.
A priori imaginei a chapa 2 como favorita haja vista pleitear a continuação no comando do diretório acadêmico, todavia criaram um grupo dentro de uma redoma de cristal, não conseguiam perceber que não empolgavam, que não tinham rostos diferentes, tampouco aplausos distintos, eram sempre as mesmas vozes e os mesmos sapatos que acompanhavam tal chapa.
Na falta do novo, na falta da empolgação dos alunos, tentavam gritar alto para compensar o vazio que estavam mergulhados, o barulho que fizeram soou arrogante.
Daí veio o debate, que pode não ter sido preponderante para a vitória da chapa 1, mas o foi em relação à elasticidade do placar.
A chapa 3 nos divertiu muito, mas não tinha o objetivo de vencer e tão somente de descontrair a disputa, tanto o é que até mesmo alguns de seus membros votaram na chapa vencedora.
Assim percebe-se que as derrotas, em regra,premiam os que entram no jogo de salto alto, os que se acham vencedores natos, indestrutíves e inabaláveis, vez por outra são envolvidos no manto da tragédia e do desastre que é o insucesso. Desta forma, diríamos que o caminho da vitória se trilha com humildade e com prudência.
P.S: Antes que digam meu comportamento foi parcial quero lembrar que não votei em ninguém.
Quando começou a campanha para a presidência do DAAM eu não tinha noção de que esse simples pleito se tornaria um duelo romano. Inicialmente conhecíamos duas chapas: 1 e 2. Depois se apresentou a chapa 3 com um tom irônico que prometia ser diferente.
A priori imaginei a chapa 2 como favorita haja vista pleitear a continuação no comando do diretório acadêmico, todavia criaram um grupo dentro de uma redoma de cristal, não conseguiam perceber que não empolgavam, que não tinham rostos diferentes, tampouco aplausos distintos, eram sempre as mesmas vozes e os mesmos sapatos que acompanhavam tal chapa.
Na falta do novo, na falta da empolgação dos alunos, tentavam gritar alto para compensar o vazio que estavam mergulhados, o barulho que fizeram soou arrogante.
Daí veio o debate, que pode não ter sido preponderante para a vitória da chapa 1, mas o foi em relação à elasticidade do placar.
A chapa 3 nos divertiu muito, mas não tinha o objetivo de vencer e tão somente de descontrair a disputa, tanto o é que até mesmo alguns de seus membros votaram na chapa vencedora.
Assim percebe-se que as derrotas, em regra,premiam os que entram no jogo de salto alto, os que se acham vencedores natos, indestrutíves e inabaláveis, vez por outra são envolvidos no manto da tragédia e do desastre que é o insucesso. Desta forma, diríamos que o caminho da vitória se trilha com humildade e com prudência.
P.S: Antes que digam meu comportamento foi parcial quero lembrar que não votei em ninguém.
Lula no Olimpo
Postado por
Adriano Fontes
em terça-feira, 6 de outubro de 2009
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Zeus, Hera, Poseidon, Hades, Atena, Apolo, Ártemis, Afrodite, Ares, Hefesto, Hermes e Dionísio. Até a última sexta-feira, existiam apenas 12 deuses no Monte Olimpo. Havia quem cuidasse dos mares, dos céus, das guerras, do amor, do fogo e até mesmo do vinho.
Depois da última reunião do Comitê Olímpico Internacional, em Copenhague, na Dinamarca, vão ter que abrir mais uma vaga. E o dono é ele mesmo: o "sapo barbudo", o "cara". Luiz Inácio Lula da Silva, que se elegeu presidente do Brasil com o 13 do PT, um número de azar para alguns, será definitivamente o 13o morador da mansão de cristais, situada no topo de uma montanha de 2.919 metros, que serve de abrigo para os deuses.
Sua primeira tarefa na nova função será escolher um epíteto. Não poderá ser o deus da metalurgia, porque esse papel já é de Hefesto. Deus do teatro também não - o titular é Dionísio. A divindade da lua, ou dos homens virados para ela, é Ártemis. Portanto, ele terá que optar por algo novo. Talvez, o deus dos desvalidos, dos desacreditados, dos pigmeus. Dos emergentes, enfim. E se a escolha da sede dos Jogos Olímpicos é também um evento geopolítico, a disputa de Copenhague foi a mais simbólica de todas. O embate real travado na Dinamarca se dava entre a velha e a nova ordem mundial.
Na disputa, o primeiro a dançar foi Barack Obama, presidente da nação que gerou a crise econômica global - Chicago estava fora. Depois, foi a vez de Yukio Hatoyama, primeiro-ministro do Japão, cujo modelo exportador vem sendo colocado em xeque - bye, bye, Tóquio. Por último, eliminou-se Madri, capital do país que tem o maior desemprego da Europa e onde a bolha imobiliária causou mais estragos.
Sobrou, enfim, o candidato da "marolinha". Ainda haverá muita gente dizendo que o Brasil não terá capacidade para organizar uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada apenas dois anos depois. Outros dirão que as obras serão superfaturadas. Mas os megaeventos esportivos são hoje os grandes indutores do desenvolvimento econômico - o que se estima para o Rio, além do pacote de US$ 14,4 bilhões, são investimentos que podem superar a cifra de R$ 50 bilhões.
Até recentemente, os brasileiros padeciam do complexo nelsonrodriguiano de vira-latas. Mas o mundo mudou. Os antigos donos do canil foram desalojados e os cães abandonados começaram a latir. Lula venceu. Pode até começar a programar um baile funk no morro, o Monte Olimpo. Levando as cachorras, é claro.(Por Leonardo Attuch - IstoÉ)
Depois da última reunião do Comitê Olímpico Internacional, em Copenhague, na Dinamarca, vão ter que abrir mais uma vaga. E o dono é ele mesmo: o "sapo barbudo", o "cara". Luiz Inácio Lula da Silva, que se elegeu presidente do Brasil com o 13 do PT, um número de azar para alguns, será definitivamente o 13o morador da mansão de cristais, situada no topo de uma montanha de 2.919 metros, que serve de abrigo para os deuses.
Sua primeira tarefa na nova função será escolher um epíteto. Não poderá ser o deus da metalurgia, porque esse papel já é de Hefesto. Deus do teatro também não - o titular é Dionísio. A divindade da lua, ou dos homens virados para ela, é Ártemis. Portanto, ele terá que optar por algo novo. Talvez, o deus dos desvalidos, dos desacreditados, dos pigmeus. Dos emergentes, enfim. E se a escolha da sede dos Jogos Olímpicos é também um evento geopolítico, a disputa de Copenhague foi a mais simbólica de todas. O embate real travado na Dinamarca se dava entre a velha e a nova ordem mundial.
Na disputa, o primeiro a dançar foi Barack Obama, presidente da nação que gerou a crise econômica global - Chicago estava fora. Depois, foi a vez de Yukio Hatoyama, primeiro-ministro do Japão, cujo modelo exportador vem sendo colocado em xeque - bye, bye, Tóquio. Por último, eliminou-se Madri, capital do país que tem o maior desemprego da Europa e onde a bolha imobiliária causou mais estragos.
Sobrou, enfim, o candidato da "marolinha". Ainda haverá muita gente dizendo que o Brasil não terá capacidade para organizar uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada apenas dois anos depois. Outros dirão que as obras serão superfaturadas. Mas os megaeventos esportivos são hoje os grandes indutores do desenvolvimento econômico - o que se estima para o Rio, além do pacote de US$ 14,4 bilhões, são investimentos que podem superar a cifra de R$ 50 bilhões.
Até recentemente, os brasileiros padeciam do complexo nelsonrodriguiano de vira-latas. Mas o mundo mudou. Os antigos donos do canil foram desalojados e os cães abandonados começaram a latir. Lula venceu. Pode até começar a programar um baile funk no morro, o Monte Olimpo. Levando as cachorras, é claro.(Por Leonardo Attuch - IstoÉ)
Lugar de mulher é na cozinha
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Adriano Fontes
em sábado, 12 de setembro de 2009
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Até mesmo filósofos eruditos como Platão e Aristóteles acreditavam na inferioridade física e espiritual da mulher em relação ao homem. O segundo, inclusive, afirmava que a fêmea é fêmea em virtude de certas faltas de qualidade. Um dos homens de espírito mais elevado da história, como foi Rosseau, imaginou a mulher como um ser destinado ao matrimônio.
Rivadavel Fontes sempre desconfiou da evolução do sexo frágil no seio da sociedade. Para ele a mulher tinha papel primordial no lar, nos cuidados da casa e da família. Esses princípios machistas foram cultivados durante a sua vida em uma sociedade quase medieval que habitava os sertões potiguares, era um conceito imutável em sua concepção.
Certa vez, sem consultar ninguém da família resolveu vender um cavalo pelo qual todos tinham grande apreço devido a sua mansidão e disposição nas pelejas da roça.
O comprador, chegou logo cedo procurando pelo o dono da casa. Raimunda, mulher de davel (como era conhecido), ouvia da cozinha muito entristecida a negociação. Davel entusiasmado contava sobre as qualidades do animal e quando o comprador perguntara o preço…
-Davel, homem, num venda esse cavalo não!
Era Raimunda, se entrometendo num negócio do marido.
Aquilo foi uma afronta, o sangue subiu à cabeça, Davel ficou vermelho, olhou pro comprador e disse:
-Homem, sabe duma coisa, leve esse cavalo daqui, num custa nada, leve, leve logo, suma daqui com ele.
E nessa toada é fácil compreender que mesmo diante dos grandes avanços pelos quais a nossa sociedade passou nos últimos tempos em relação a inclusão da mulher no mercado de trabalho, na política nas artes e em outros meios, muito caminho ainda há para ser percorrido.
Rivadavel Fontes sempre desconfiou da evolução do sexo frágil no seio da sociedade. Para ele a mulher tinha papel primordial no lar, nos cuidados da casa e da família. Esses princípios machistas foram cultivados durante a sua vida em uma sociedade quase medieval que habitava os sertões potiguares, era um conceito imutável em sua concepção.
Certa vez, sem consultar ninguém da família resolveu vender um cavalo pelo qual todos tinham grande apreço devido a sua mansidão e disposição nas pelejas da roça.
O comprador, chegou logo cedo procurando pelo o dono da casa. Raimunda, mulher de davel (como era conhecido), ouvia da cozinha muito entristecida a negociação. Davel entusiasmado contava sobre as qualidades do animal e quando o comprador perguntara o preço…
-Davel, homem, num venda esse cavalo não!
Era Raimunda, se entrometendo num negócio do marido.
Aquilo foi uma afronta, o sangue subiu à cabeça, Davel ficou vermelho, olhou pro comprador e disse:
-Homem, sabe duma coisa, leve esse cavalo daqui, num custa nada, leve, leve logo, suma daqui com ele.
E nessa toada é fácil compreender que mesmo diante dos grandes avanços pelos quais a nossa sociedade passou nos últimos tempos em relação a inclusão da mulher no mercado de trabalho, na política nas artes e em outros meios, muito caminho ainda há para ser percorrido.