Seu Assis havia muito tempo trabalhava duro na Companhia de águas do estado afim de realizar seu sonho mais intenso.
Em um ensolarado dia levantara-se cedo foi ao ponto de ônibus e pegou um pau-de-arara em direção à cidade de Sousa.
Na feira do munícipio do sertão paraibano encontrou o tão almejado sonho de consumo. Durante algumas horas negociou com um cigano o valor do jipe 58, até que chegaram a um acordo e enfim seu assis adquiriu seu primeiro automóvel.
Assim seguiu glorioso o caminho de volta à sua terra em seu carro num doce balaçando que, para ele, mas parecia um balé, de tão grande o êxtase em que se encontrava.
Cruzou a ponte sobre o Rio piranhas e tão feliz nem percebera à frente a operação manzuá da polícia militar da Paraíba. De repente ouviu um silvo forte e um guarda barrigudo o obrigando a parar.
Seu assis pisou com força no pedal de freio, mas quem já ouviu falar que jipe tem freio? o carro foi parar a uns duzentos metros ou mais da blitz. O policial improbo caminhou feliz até o jipe certo de encontrar problemas suficientes para lhe render o malfadado quinhão da corrupção.
-Documento do carro?
-Tem não!
-E cadê a carta?
-E eu fiquei de escrever pro senhor?
O policial parecia não acreditar, seu Assis nem se preocupava e continuou a inquirição com intuito de alcançar o seu obscuro objetivo.
-Cadê o cinto de segurança?
-Tá segurando o bujão de gás que tem aí no motor.
Impacientou-se e provocou a última tentativa de intimidar seu Assis.
-Pois tá preso! o senhor e o carro!
-Bom demais, eu não tinha mesmo aonde dormir nem comer aqui em Sousa, agora tenho.
O policial viu que não tinha mesmo jeito e manifestou-se:
-Sabe de uma coisa? tire esse carro do meio, vá embora daqui, se suma.
-Não, né assim não, o jipe só pega no empurrão, chame os outros e descole o jipe aí.
O jipe de seu Assis
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Adriano Fontes
em quarta-feira, 12 de agosto de 2009
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A rifa, o genro do Bill Gates e o Bobo.
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Adriano Fontes
em domingo, 9 de agosto de 2009
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Essa eu não podia deixar de reproduzir aqui. Recebi por email do célebre companheiro Eugênio Soares e gostaria de compartilhar com os demais leitores do nosso blog.
1--
Havia lá para os lados de Minas (Paraná, Goiás, Macapá, você decide) um sitiante que enfrentava sérios problemas financeiros. Assim, quase sem nada pra comer, ele disse pra mulher:
- Vamos vender o Ventania (Tornado, Bucéfalo, Incitatus, você decide). Vou até o sítio do compadre Juvêncio (Jacinto, Joaquim, Genuíno, você decide) oferecer nosso cavalo.
O sitiante, muito triste, encilhou o Ventania, montou e partiu para o sítio do compadre.
É claro que Juvêncio ficou interessado na oferta e os dois logo acertaram o valor: dois mil reais. Ficou combinado que Juvêncio buscaria o cavalo em dois dias, assim que arrumasse novos arreios.
Passados dois dias, Juvêncio bateu na porta do compadre:
- Olá, compadre. Vim buscar o Ventania, conforme o combinado.
- Compadre, me desculpe, mas o Ventania morreu.
- Morreu?
- Morreu.
- Bom, sendo assim, então você me devolve o dinheiro.
- Pois é, o problema é que eu gastei tudo.
- Tudim?
- Tudim.
(Pausa dramática.)
- Então, compadre, eu vou levar o cavalo.
O sitiante ficou todo atrapalhado e perguntou:
- Mas o que você vai fazer com um cavalo morto?
- Vou rifar.
- O cavalo morto? Quem vai querer, compadre?!
- Ué, compadre, é só eu não contar que ele morreu.
"Isso não vai dar bom resultado", pensou o sitiante, mas ficou quieto.
Juvêncio levou o corpo do Ventania para seu sítio.
Passado um mês, os dois se encontraram e o sitiante perguntou:
- Compadre, e o Ventania?!
- Rifei. Vendi quatrocentos bilhetes a vinte reais cada. Consegui sete mil, novecentos e oitenta reais.
- Eita, e ninguém reclamou?
- Só o ganhador.
- E o que você fez?
- Devolvi os vinte reais pra ele e ficou tudo certo.
2--
Sei o que você está pensando.
Eu não pretendia comentar, mas vou.
Eu não pretendia comentar o que você está pensando não por pudor, mas porque é muito óbvio. É exatamente o que todos nós estamos pensando. É ou não é?
Num texto literário a obviedade sempre cai mal. Ela é trivial como um cavaleiro sobre um cavalo (me ocorreu essa comparação apenas pra não fugir do assunto). Num texto literário eu prefiro as lacunas, as elipses, as sutilezas, as reflexões implícitas: o cavaleiro galopando no ar, sem o cavalo, por exemplo. Ou o cavalo sobre o cavaleiro.
Mas aí já virou delírio kafkiano.
Tudo bem, vou comentar o que você está pensando. Não consigo resistir à tentação, afinal você está pensando exatamente o que todo mundo está pensando.
Juvêncio em Brasília.
É ou não é?
Você está pensando: "Ah, esse Juvêncio na câmara dos deputados, ou no senado, ou num ministério... Esse homem ia longe!"
Sabe por que esse pensamento não é nem um pouco surpreendente?
Porque de asa a asa Brasília está cheia de Juvêncios! Lotada!
Somente Brasília, não. São Paulo e Rio de Janeiro também. E todas as outras capitais. E todos os municípios deste glorioso país. São tantos Juvêncios do Oiapoque ao Chuí - milhões - que realmente não sei como eu não me chamo Juvêncio.
3---
Há inúmeros Juvêncios operando no mercado financeiro. No alto escalão das grandes corporações nacionais e multinacionais. Na cúpula de todos os partidos políticos e de todas as organizações religiosas. Na liderança das grandes emissoras de tevê. Na redação das revistas e dos jornais mais influentes. Até na Casa Branca e nas Nações Unidas, sinal de que o Brasil já exportou muito mais do que a bossa nova.
A índole juvenciana é nacional-universal, cósmica.
Juvêncio é - só pode ser - o protagonista desse outro caso do cavalo (agora sem o cavalo) que recebi por e-mail:
4---
Pai: "Escolhi uma ótima moça pra você se casar".
Filho: "Mas, pai, prefiro eu mesmo escolher a minha mulher".
Pai: "Mas, meu filho, ela é a filha do Bill Gates!"
Filho: "Bem, nesse caso, eu aceito".
Então o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.
Pai: "Bill, eu tenho o marido ideal pra sua filha".
Bill Gates: "Mas a minha filha é muito jovem pra casar".
Pai: "Mas, Bill, esse jovem é o vice-presidente do Banco Mundial!"
Bill Gates: "Nesse caso, tudo bem".
Finalmente o pai negociador vai ao presidente do Banco Mundial.
Pai: "Senhor presidente, eu quero recomendar um jovem pra ser o vice-presidente do Banco Mundial".
Presidente: "Mas eu já tenho muitos candidatos a vice-presidente, mais do que o necessário".
Pai: "Mas, senhor, esse jovem é o genro do Bill Gates!"
Presidente: "Nesse caso, ele pode começar amanhã mesmo".
5---
Recentes estudos antropológicos comprovam que uma pessoa sozinha - um náufrago numa ilha deserta - jamais será um Juvêncio. Mas onde há duas pessoas ou mais interagindo, sempre há pelo menos um Juvêncio.
Eles estão por toda parte.
Outra descoberta recente da ciência: existem muitos Juvêncios que, para sobreviver e triunfar num mundo tão competitivo, usam os disfarces mais camaleônicos.
6---
Numa pequena cidade do interior de São Paulo (Paraná, Goiás, Macapá, você decide) havia um pobre retardado que vivia de esmolas e pequenos biscates. Todo mundo tirava o maior sarro dele. Cada cidade do interior de São Paulo (Paraná, Goiás, Macapá, você decide) não tem seu idiota oficial? Então aí está. Ele era o idiota oficial dessa pequena cidade.
Diariamente, no final da tarde, o pessoal se reunia no bar em frente à igreja e chamava o bobo, que vinha todo babão. Então eles mostravam a ele na mão esquerda uma moeda de um real e na mão direita duas moedas de vinte e cinco centavos:
"Que mão você quer pra você?"
O bobo olhava a moeda de um real, olhava as duas moedas de vinte e cinco centavos, olhava a moeda de um real e sempre escolhia as duas moedas de vinte e cinco centavos.
Todo mundo no bar caía na risada.
Certo dia, com dó do coitado, um rapaz do grupo chamou o bobo e perguntou se ele ainda não havia percebido que as duas moedas valiam menos do que a outra.
- Eu sei - o bobo respondeu. - Juntas elas valem a metade da outra. Mas no dia em que eu escolher a outra moeda a brincadeira acaba e eu paro de ganhar as moedas.
7---
Que diamante multifacetado, a astúcia!
Tão nosso, tão brasileiro, o caso do bobo. Tão universal e tão brasileiro!
Luiz Bras.
1--
Havia lá para os lados de Minas (Paraná, Goiás, Macapá, você decide) um sitiante que enfrentava sérios problemas financeiros. Assim, quase sem nada pra comer, ele disse pra mulher:
- Vamos vender o Ventania (Tornado, Bucéfalo, Incitatus, você decide). Vou até o sítio do compadre Juvêncio (Jacinto, Joaquim, Genuíno, você decide) oferecer nosso cavalo.
O sitiante, muito triste, encilhou o Ventania, montou e partiu para o sítio do compadre.
É claro que Juvêncio ficou interessado na oferta e os dois logo acertaram o valor: dois mil reais. Ficou combinado que Juvêncio buscaria o cavalo em dois dias, assim que arrumasse novos arreios.
Passados dois dias, Juvêncio bateu na porta do compadre:
- Olá, compadre. Vim buscar o Ventania, conforme o combinado.
- Compadre, me desculpe, mas o Ventania morreu.
- Morreu?
- Morreu.
- Bom, sendo assim, então você me devolve o dinheiro.
- Pois é, o problema é que eu gastei tudo.
- Tudim?
- Tudim.
(Pausa dramática.)
- Então, compadre, eu vou levar o cavalo.
O sitiante ficou todo atrapalhado e perguntou:
- Mas o que você vai fazer com um cavalo morto?
- Vou rifar.
- O cavalo morto? Quem vai querer, compadre?!
- Ué, compadre, é só eu não contar que ele morreu.
"Isso não vai dar bom resultado", pensou o sitiante, mas ficou quieto.
Juvêncio levou o corpo do Ventania para seu sítio.
Passado um mês, os dois se encontraram e o sitiante perguntou:
- Compadre, e o Ventania?!
- Rifei. Vendi quatrocentos bilhetes a vinte reais cada. Consegui sete mil, novecentos e oitenta reais.
- Eita, e ninguém reclamou?
- Só o ganhador.
- E o que você fez?
- Devolvi os vinte reais pra ele e ficou tudo certo.
2--
Sei o que você está pensando.
Eu não pretendia comentar, mas vou.
Eu não pretendia comentar o que você está pensando não por pudor, mas porque é muito óbvio. É exatamente o que todos nós estamos pensando. É ou não é?
Num texto literário a obviedade sempre cai mal. Ela é trivial como um cavaleiro sobre um cavalo (me ocorreu essa comparação apenas pra não fugir do assunto). Num texto literário eu prefiro as lacunas, as elipses, as sutilezas, as reflexões implícitas: o cavaleiro galopando no ar, sem o cavalo, por exemplo. Ou o cavalo sobre o cavaleiro.
Mas aí já virou delírio kafkiano.
Tudo bem, vou comentar o que você está pensando. Não consigo resistir à tentação, afinal você está pensando exatamente o que todo mundo está pensando.
Juvêncio em Brasília.
É ou não é?
Você está pensando: "Ah, esse Juvêncio na câmara dos deputados, ou no senado, ou num ministério... Esse homem ia longe!"
Sabe por que esse pensamento não é nem um pouco surpreendente?
Porque de asa a asa Brasília está cheia de Juvêncios! Lotada!
Somente Brasília, não. São Paulo e Rio de Janeiro também. E todas as outras capitais. E todos os municípios deste glorioso país. São tantos Juvêncios do Oiapoque ao Chuí - milhões - que realmente não sei como eu não me chamo Juvêncio.
3---
Há inúmeros Juvêncios operando no mercado financeiro. No alto escalão das grandes corporações nacionais e multinacionais. Na cúpula de todos os partidos políticos e de todas as organizações religiosas. Na liderança das grandes emissoras de tevê. Na redação das revistas e dos jornais mais influentes. Até na Casa Branca e nas Nações Unidas, sinal de que o Brasil já exportou muito mais do que a bossa nova.
A índole juvenciana é nacional-universal, cósmica.
Juvêncio é - só pode ser - o protagonista desse outro caso do cavalo (agora sem o cavalo) que recebi por e-mail:
4---
Pai: "Escolhi uma ótima moça pra você se casar".
Filho: "Mas, pai, prefiro eu mesmo escolher a minha mulher".
Pai: "Mas, meu filho, ela é a filha do Bill Gates!"
Filho: "Bem, nesse caso, eu aceito".
Então o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.
Pai: "Bill, eu tenho o marido ideal pra sua filha".
Bill Gates: "Mas a minha filha é muito jovem pra casar".
Pai: "Mas, Bill, esse jovem é o vice-presidente do Banco Mundial!"
Bill Gates: "Nesse caso, tudo bem".
Finalmente o pai negociador vai ao presidente do Banco Mundial.
Pai: "Senhor presidente, eu quero recomendar um jovem pra ser o vice-presidente do Banco Mundial".
Presidente: "Mas eu já tenho muitos candidatos a vice-presidente, mais do que o necessário".
Pai: "Mas, senhor, esse jovem é o genro do Bill Gates!"
Presidente: "Nesse caso, ele pode começar amanhã mesmo".
5---
Recentes estudos antropológicos comprovam que uma pessoa sozinha - um náufrago numa ilha deserta - jamais será um Juvêncio. Mas onde há duas pessoas ou mais interagindo, sempre há pelo menos um Juvêncio.
Eles estão por toda parte.
Outra descoberta recente da ciência: existem muitos Juvêncios que, para sobreviver e triunfar num mundo tão competitivo, usam os disfarces mais camaleônicos.
6---
Numa pequena cidade do interior de São Paulo (Paraná, Goiás, Macapá, você decide) havia um pobre retardado que vivia de esmolas e pequenos biscates. Todo mundo tirava o maior sarro dele. Cada cidade do interior de São Paulo (Paraná, Goiás, Macapá, você decide) não tem seu idiota oficial? Então aí está. Ele era o idiota oficial dessa pequena cidade.
Diariamente, no final da tarde, o pessoal se reunia no bar em frente à igreja e chamava o bobo, que vinha todo babão. Então eles mostravam a ele na mão esquerda uma moeda de um real e na mão direita duas moedas de vinte e cinco centavos:
"Que mão você quer pra você?"
O bobo olhava a moeda de um real, olhava as duas moedas de vinte e cinco centavos, olhava a moeda de um real e sempre escolhia as duas moedas de vinte e cinco centavos.
Todo mundo no bar caía na risada.
Certo dia, com dó do coitado, um rapaz do grupo chamou o bobo e perguntou se ele ainda não havia percebido que as duas moedas valiam menos do que a outra.
- Eu sei - o bobo respondeu. - Juntas elas valem a metade da outra. Mas no dia em que eu escolher a outra moeda a brincadeira acaba e eu paro de ganhar as moedas.
7---
Que diamante multifacetado, a astúcia!
Tão nosso, tão brasileiro, o caso do bobo. Tão universal e tão brasileiro!
Luiz Bras.
Autoridade Napoleônica
Postado por
Adriano Fontes
em domingo, 2 de agosto de 2009
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Napoleão Bonaparte certamente foi uma das figuras mais emblemáticas da história mundial. Por vezes odiado, em outras adorado e até mesmo incompreendido, mas o certo é que ele representou muito para a democracia e para o desmoronamento da estrutura política, despótica e absolutista que prevaleceu durante o feudalismo que norteou o medievo.
Para demonstrar a sua autoridade e enfraquecimento dos fundamentos eclesiáticos protagonizou o acontecimento agora narrado: no dia 02 de dezembro de 1804 durante a sua coroação perante o Papa Pio VII na Catedral de Notre Dame Napoleão arrebatou das mãos do Pontífice, que viera à França especialmente para a cerimônia, e coroou a si próprio em demonstração de sua força e que não aceitaria autoridade da igreja sobre seu governo, depois coroou a sua esposa Josefina como a imperatriz da França.
Não é a toa que Napoleão escreveu à tinta seu nome na história da humanidade, todavia alguns governantes acabam escrevendo seu nome na areia da praia do esquecimento quando se deixam conduzir por terceiros, quando se querem manobrados pelas mãos de outros e acabam apagados pelo crepúsculo do tempo.
Um governante deve ter autoridade, não é possível que alguém tenha tanto desprezo pelo que os outros pensam dele e se deixa caminhar levado pelos ventos olvidos da história. Evidente que as pessoas devem ser escutadas e suas ideias levadas em consideração, mas não demonstrar o mínimo de força é meramente lamentável.
Portanto, para os caros leitores que objetivam trilhar os caminhos da política administrativa é de bom alvitre guardar alguns dos ensinamentos de Napoleão principalmente o fato de não se deixar dobrar pela vontade alheia.
Para demonstrar a sua autoridade e enfraquecimento dos fundamentos eclesiáticos protagonizou o acontecimento agora narrado: no dia 02 de dezembro de 1804 durante a sua coroação perante o Papa Pio VII na Catedral de Notre Dame Napoleão arrebatou das mãos do Pontífice, que viera à França especialmente para a cerimônia, e coroou a si próprio em demonstração de sua força e que não aceitaria autoridade da igreja sobre seu governo, depois coroou a sua esposa Josefina como a imperatriz da França.
Não é a toa que Napoleão escreveu à tinta seu nome na história da humanidade, todavia alguns governantes acabam escrevendo seu nome na areia da praia do esquecimento quando se deixam conduzir por terceiros, quando se querem manobrados pelas mãos de outros e acabam apagados pelo crepúsculo do tempo.
Um governante deve ter autoridade, não é possível que alguém tenha tanto desprezo pelo que os outros pensam dele e se deixa caminhar levado pelos ventos olvidos da história. Evidente que as pessoas devem ser escutadas e suas ideias levadas em consideração, mas não demonstrar o mínimo de força é meramente lamentável.
Portanto, para os caros leitores que objetivam trilhar os caminhos da política administrativa é de bom alvitre guardar alguns dos ensinamentos de Napoleão principalmente o fato de não se deixar dobrar pela vontade alheia.
Rapidinhas
Postado por
Adriano Fontes
em domingo, 26 de julho de 2009
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I Não é mister ser especialista em mercado imobiliário para perceber que Pau dos Ferros está vivendo um boom imobiliário. Todavia há de se ressaltar que toda essa especulação pode ser uma grande bolha prestes a estourar e que os tributos municipais e os sacrossantos laudêmios estão contribuindo significativamente para prejudicar a continuação do crescimento da cidade.
II A revista istoé afirma que o condominio do senador José Agripino na cidade do Natal foi pago com verba indenizatória do Senado, ou seja, o contribuinte que nunca possuiu apartamentos ou casas em luxuosos condomínios é quem está pagando a bagatela de mais de R$ 800,00 relativo a taxa condominal do Senador.
II A revista istoé afirma que o condominio do senador José Agripino na cidade do Natal foi pago com verba indenizatória do Senado, ou seja, o contribuinte que nunca possuiu apartamentos ou casas em luxuosos condomínios é quem está pagando a bagatela de mais de R$ 800,00 relativo a taxa condominal do Senador.
DESGRAÇA DE NEOLIBERALISMO
Postado por
Adriano Fontes
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Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso as políticas chamadas de neoliberais se intensificaram sob a desculpa de buscar maior eficiência do Estado através da transferência das atividades do estado-empresário para iniciativa privada.
Neste sentido, os governos que adotaram tais medidas privatizaram, diminuiram drasticamente o número de servidores e reduziramm gastos na área social.
Espelhado no modelo econômico que dominou a década de 1990 no Brasil, ou seja, preocupado em reduzir custos e emagrecer o orçamento, achei por bem começar pela internet o que acabou prejudicando as atualizações deste blog miúdo e como não temos verba indenizatória do Senado Federal para cobrir nossos gastos continuaremos prejudicados por um bom tempo.
Neste sentido, os governos que adotaram tais medidas privatizaram, diminuiram drasticamente o número de servidores e reduziramm gastos na área social.
Espelhado no modelo econômico que dominou a década de 1990 no Brasil, ou seja, preocupado em reduzir custos e emagrecer o orçamento, achei por bem começar pela internet o que acabou prejudicando as atualizações deste blog miúdo e como não temos verba indenizatória do Senado Federal para cobrir nossos gastos continuaremos prejudicados por um bom tempo.
A máquina que engole gente
Postado por
Adriano Fontes
em quarta-feira, 15 de julho de 2009
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Havia no sítio cuandus um homem curado de cobra,chamava-se Zé Bagaço, trabalhava nas terras de Pedro Santos e rezava na propriedade de quem o procurasse para espantar as serpentes ou então para cuspir na boca do gado e salvar o bicho moribundo do veneno da peçonhenta.
A mulher de Zé Bagaço chamava-se cumadre Luzia, uma pobre de Cristo, sofredora que nunca soubera o que é desfrutar a vida, não tivera infância e dava dó só em olhar aquela cara de amargura. Mulher de meia idade, aparentava muito mais do que tinha, haja vista o tormentoso trabalho de sol a sol, desfigurada de tanta labuta que nunca lhe abandonara desde que se deu por gente.
Zé Bagaço, influenciado por um primo, chamado Valdir, que vivia em São Paulo, resolvera se aventurar pela capital Bandeirante. Zé que nunca antes houvera traspassado as divisas do Rio Grande se debandava nessa quimera com o objetivo de mudar de vida ou então pelo menos juntar um dinheiro pra comprar uma motinha.
Levara consigo seu filho conhecido sob a alcunha de Farinha, na época com aproximadamente 13 anos.
Encantado com a metrópole vez por outra dizia a farinha:
-quê que é a ciência, hein meu fi?
Tudo lhe era novo, tudo lhe impressionava, porém uma coisa fez ele desanuviar-se de sua fé cristã e duvidar que Deus existe. Ora! esperava paciente por Valdir no edifício que este trabalhara como zelador, quando derepente uma senhora aproximou-se de uma porta de metal, era simplesmente o elevador, mas o fato é que Zé nunca ouvira falar em um elevador.
A velhinha, que a dupla observava com cuidadosa aplicação, apertara em um botão e pouco tempo depois a porta se abrira sem necessidade de lhe puxar a maçaneta. Acima daquela caixa uma luz se acendera piscou um pouco, foi pra um lado, depois começou a retornar pro seu ponto inicial.
Quando a luzinha voltou pra primeira letrinha a caixa se abriu e de dentro dela surgiu uma mulher jovem e muito bonita.
Imagine a cara de espanto de Zé e de Farinha. O pai olhou pro filho depois que conseguiu respirar e disse:
- Meu fi, o que é que falta o home inventá? Vixe meu fi! A se tua mãe tivesse aqui...
A mulher de Zé Bagaço chamava-se cumadre Luzia, uma pobre de Cristo, sofredora que nunca soubera o que é desfrutar a vida, não tivera infância e dava dó só em olhar aquela cara de amargura. Mulher de meia idade, aparentava muito mais do que tinha, haja vista o tormentoso trabalho de sol a sol, desfigurada de tanta labuta que nunca lhe abandonara desde que se deu por gente.
Zé Bagaço, influenciado por um primo, chamado Valdir, que vivia em São Paulo, resolvera se aventurar pela capital Bandeirante. Zé que nunca antes houvera traspassado as divisas do Rio Grande se debandava nessa quimera com o objetivo de mudar de vida ou então pelo menos juntar um dinheiro pra comprar uma motinha.
Levara consigo seu filho conhecido sob a alcunha de Farinha, na época com aproximadamente 13 anos.
Encantado com a metrópole vez por outra dizia a farinha:
-quê que é a ciência, hein meu fi?
Tudo lhe era novo, tudo lhe impressionava, porém uma coisa fez ele desanuviar-se de sua fé cristã e duvidar que Deus existe. Ora! esperava paciente por Valdir no edifício que este trabalhara como zelador, quando derepente uma senhora aproximou-se de uma porta de metal, era simplesmente o elevador, mas o fato é que Zé nunca ouvira falar em um elevador.
A velhinha, que a dupla observava com cuidadosa aplicação, apertara em um botão e pouco tempo depois a porta se abrira sem necessidade de lhe puxar a maçaneta. Acima daquela caixa uma luz se acendera piscou um pouco, foi pra um lado, depois começou a retornar pro seu ponto inicial.
Quando a luzinha voltou pra primeira letrinha a caixa se abriu e de dentro dela surgiu uma mulher jovem e muito bonita.
Imagine a cara de espanto de Zé e de Farinha. O pai olhou pro filho depois que conseguiu respirar e disse:
- Meu fi, o que é que falta o home inventá? Vixe meu fi! A se tua mãe tivesse aqui...
Brasileirissíma
Postado por
Adriano Fontes
em domingo, 12 de julho de 2009
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Tributo às Mulheres
Tua beleza é mais linda que a flor
Você exala o perfume do amor
E qualquer homem sem você é incompleto
A riqueza não vai ter nenhum valor
És companheira pra qualquer situação
Você é mãe de toda essa geração
O homem diz que faz da vida o que ele quer
Mas não passa de um menino nos braços de uma mulher
de Cláudio Santos