Castelo de Sonhos




Erguido nas noites de sono,
Em quimeras coloridas,
Surge, imponente e majestoso,
O castelo de nossas vidas.
Obra de mais bela arquitetura,
Que a imaginação fez vicejar.
Somos nobres governantes
De um reino sem lugar.
Porém, a súdita realidade,
Em um golpe instituído
Aos poucos faz ruir
O que foi por sonhos construído.

Por Carlos Alberto de Oliveira Souza

Despistando um cabreiro

Vicente Malazarte tinha fama de trabalhador, excelente operário, no trabalho pesado era um gigante. Por outro lado não gozava de bom conceito quando o assunto era obrigação de pagar. Não cumpria nem as promessas feitas ao padroeiro São Francisco. O Santo já pensava até em ingressar com uma ação na justiça pra receber a parte de malazarte no contrato divino.

Luizinho de Elízio, herdou do pai a padaria da cidade e a astúcia de comerciante.

Num dia de feira malazarte começara logo cedo a apreciar a danada da pinga, logo cedo findou-se o dinheiro que trazia no bolso. Ficou ancioso, com gana de continuar sua empreitada etílica, mas faltava-lhe crédito para beber fiado nas bodegas do mercado público.

Nunca enganara Luizinho e achou aquele um momento oportuno, entrou na padaria, fez pantim, esperou o momento apropriado e deu o bote.

-Seu luiz, tô precisando de um dinheiro aí, vou receber amanhã uma conta e se o senhor me emprestar eu venho pagar segunda feira bem cedinho, garanto que venho bem cedinho.

Luiz que já havia percebido a malícia de Vicente, respondeu:

-Mas vicente, isso não vai dar certo não, segunda você vai chegar muito cedo, eu só acordo tarde, você vai ficar me chamando eu não vou ouvir, sei que você vai ficar preocupado, vai dar viagem perdida, é melhor você ir pedir a Cosme que ele abre a bodega dele de cinco horas da manhã.

Foi aí que Vicente percebeu que deu a entrada errada.

Uma história, duas versões.

A coluna Prestes foi um movimento revolucionário que cruzou o Brasil durante a década de 1920 comandada por Luís Carlos Prestes, insatisfeito com os rumos da república velha.

Sua passagem pelo Rio Grande do Norte foi rápida incidindo sobre o município de São Miguel e Luís Gomes.

O livro intitulado de A coluna Prestes do americano Neil Macaulay narra os momentos vividos em São Miguel de maneira totalmente antagônica em relação aos fatos contados por Zenaide Almeida Costa na agradável obra A vida em clave de dó.

De acordo com Macaulay, os revolucionários intimidaram os moradores, aterrorizaram as familias, fizeram vandalismo, incendiaram o cartório entre outros atos reprováveis.

Nas reminiscências de Zenaide, que vivia na cidade de São Miguel, os comandados de Prestes se comportaram de maneira educada, gentil e amiga. Descreve com detalhes a passagem da coluna pelo município de forma pacífica, inclusive comenta que haviam crianças em fase de amamentação nos braços de suas subversivas mães. Conforme a autora micaelense, quem promovera baderna foi um grupo contrarevoluconário que passava sob a sombra da coluna prestes.

Uma das versões está afastada da realidade, cabe ao leitor ponderar e tirar suas próprias conclusões. Assim também deve ser feito com os textos jornalísticos, muitas vezes se escondem grandes interesses por trás de uma singela matéria de jornal e o leitor deve ter muito cuidado antes de acreditar em tudo o que lê.

Brasileiríssima


A modelo Franciely é quem adorna a sessão brasileiríssima de hoje.

Jurisprudência favorece Chico Lopes

Há poucos dias publiquei dois textos acerca da exoneração do senhor Francisco Lopes Torquato dos quadros da câmara municipal.

O texto suscitado neste blog foi motivo de debate por parte de conceituados jurisconsultos pauferrenses, entre os quais, os enciclopédicos: Iran Almeida, Marciel Sales, Anchieta Campos. Além da importante deliberação do Fera king.

Debruçando-me sobre o tema cheguei a conclusão de que a contenda favorece o senhor Francisco Lopes, baseando-me na farta jurisprudência encontrada na internet. Ademais, há erro na exoneração do servidor, haja vista não ter ele solicitado a dispensa conforme publicado na portaria que o exonerou.

Abaixo publico relevante texto versando sobre o assunto.


Se o servidor foi admitido sem concurso público antes da Constituição Federal de 1988, não pode ser dispensado sem motivação e o devido processo administrativo. A decisão é da 3ª Turma do TRT-MG, acompanhando voto da juíza convocada Adriana Goulart de Sena, dando provimento a recurso ordinário de reclamantes que foram dispensados sem motivação por um município do interior de Minas. A alegação do reclamado era a de que estava apenas cumprindo o Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, firmado com o Ministério Público do Estado, com o objetivo de regularizar todos os contratos que estivessem em desacordo com o que determina o artigo 37, II e IX, da Constituição Federal, ou seja, que a contratação de servidor seja sempre precedida de concurso público. Porém, a juíza relatora ressaltou que, embora os servidores não fossem estáveis (porque não tinham cinco anos completos no serviço público na época da promulgação da CF/88), no caso, era imprescindível a motivação da dispensa, pois não havia nulidade em seus contratos, vez que foram admitidos antes de 1988, quando ainda não havia a exigência do artigo 37, II. Inexistia, portanto, qualquer empecilho para a contratação sem concurso. Dessa forma, segundo a juíza, a dispensa desses servidores celetistas deveria ser fundamentada pela Administração Municipal e precedida de processo administrativo próprio, como firmado em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. "E o motivo alegado pelo reclamado, a meu ver, não pode prosperar, já que no Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta não há qualquer providência acordada com relação a funcionários admitidos antes de 05 de outubro de 1988, como é o caso dos reclamantes" - salienta. A Turma deu provimento ao recurso para declarar nulas as dispensas e determinar a reintegração dos reclamantes aos quadros do município, que ficará obrigado a pagar os salários correspondentes a todo o período de afastamento. ( nº 00042-2007-064-03-00-8 )

TRT 3


Fonte http://www.datadez.com.br/content/noticias.asp?id=60880

Pedro da lajes rouba mulher de Dedé palha.

Dedé Palha era um sujeito mal definido esteticamente, muito miúdo e acanhado mais parecia uma caricatura do que um homem. Casou-se com uma moça relativamente bonita, calada e boa dona de casa.

Nos primeiros anos viveram sob paz conjugal, mas nos últimos dias Dedé enveredara pelo mundo da cachaça e se distanciara do casamento. Maria começou a sentir a falta do marido nas obrigações matrimoniais.

Pedro das lajes, percebendo o vácuo deixado por Dedé, se aproxima da mulher fazendo elogios e se gabando dos seus carinhos. Com alguma insistência (mas não muita), conquista a carente esposa de um marido distante.

Com o rapto de Maria, Dedé fica sozinho, desolado, apreensivo, introspectivo repensando sua vida.

No domingo de manhã se levanta decidido, toma um café forte, se veste e sai em passos rápidos à casa de Pedro das Lajes. Se aproxima, percebe a porta aberta e seu rival cochilando na cadeira preguiçosa da sala.

Adentra sem permissão. Pedro se acorda assustado quando percebe aquele vulto à sua frente e de repente...

-Pedro, você carregou minha 'muié', eu fiquei sozinho, num tenho mais o que fazer com aquela cama de casal. Me compre a cama!

Israel ganha apoio

Saber que a revista veja apóia Israel no massacre da palestina me dar maior certeza das más intensões do estado sionista.

O hebdomadário tem uma história pouco ética, baseada na defesa de grupos elitistas e na intenção de desmoralizar os movimentos sociais, as minorias, os partidos que contrariam os interesses do capital e do neoliberalismo.

O períodico em comento tem se destacado por seus artigos preconceituosos, racistas que chegam a beirar o fascismo, inclusive contra alguns grupos cristãos protestantes (evangélicos) que defendem Israel neste conflito.

Desta forma, meus argumentos se tornam mais sólidos e meu posicionamento mais inexorável quando percebo meu antagonismo em relação a revista veja, pois sei que estou no caminho mais correto quando me distancio dela, "diga-me com quem andas que eu te direi quem és".