Pobres Ricos

Pra quem se preocupa com as boas relações sociais, com a tolerância e com o respeito entre as pessoas, certamente deve estar apreensivo com alguns fatos recorrentemente aflorados após as últimas eleições presidenciais.

Soninha Francine, Silas Malafaia, Jair Bolsonaro entre outros incentivaram o preconceito e o ódio guardado no coração de pessoas com sentimentos deprimentes e pobres de humanidade. Pior ainda, o fizeram, supostamente em nome da família e dos preceitos cristãos, assim como na marcha que culminou com a obscuridade da ditadura militar.

Encorajaram fascistas e neonazistas que agora deslizam suave disseminando os mais repugnantes preceitos que imperaram na rusticidade do medievo até que, lentamente, o iluminismo foi superando os mais mesquinhos conceitos de tirania e jugo do mais forte sobre o simples.

Ora que até um simples jogo de futebol tem emergido no podre coração da ignorância superior o mais terrível sentimento de desprezo pelo semelhante, uma vez que durante a final do campeonato carioca uma patricinha estudante de odontologia bradava no twitter seu nojo pelos pretos torcedores do Flamengo e a estelionatariazinha estudante de Direito em Minas Gerais afirmava que não atenderia ao chamado de uma pessoa negra porque podia se tratar de um assalto.

As gangues intolerantes de São Paulo perseguem com orgulho os nordestinos, os negros e os homossexuais na avenida Paulista, exibem suas páginas na web e convocam outros tolos para essa cruzada que iniciou-se na campanha capitaneada pela cruz da colonização empunhada pela mão de um "profeta" de Deus na terra.

O açoite do chicote no lombo do negro, o fogo ardente a queimar o índio, a humilhação ao simples nordestino preterido pelo seu país e a agressão a pobre empregada doméstica é que nos faz gritar "Eli, Eli, lamá sabactani". Enquanto Jesus que tanto amou e pregou a tolerância e a paz é usado como justificativa da ira prepotente de uma elite hipócrita, covarde, gananciosa, arrogante, mesquinha. Porém resta-nos seu conforto em um de seus mais clássicos ensinamentos, o Sermão da montanha:

"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós".

mas agora que estou miserável.

Passadas as eleições três grandes preconceitos da elite afloram. Primeiro Mayara Petruso avançou contra essa Gleba de miseráveis nordestinos; no domingo passado jovens da nata paulistana atacaram gratuitamente homossexuais na avenida paulista; no meio da semana o jornalista da RBS, afiliada da globo,Luiz Carlos Prates demonstrou todo o seu ódio contra as camadas pobres da sociedade que ainda não leram um livro, mas já estão comprando carro, ora que pretenciosos.

Este é o resultado de uma campanha que esqueceu os problemas do país e transformou a disputa em um grande palco de discussões pequenas, preconceituosas e conservadoras. É ainda pior se analisarmos que a intolerante campanha tucana foi forjada com a ajuda de grupos cristãos, religiosos cínicos e hipócritas que usam em benefício próprio a fé de seu povo.

O texto abaixo foi colhido do blog do alexandre porto:

POLÍTICA
Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010 - 23:42
Plínio Ferreira Guimarães: "Carta à Luiz Carlos Prates"

Recebi do companheiro Plínio Ferreira Guimarães, professor de história da cidade mineira de Guanhães, esse "desabafo" contra o infeliz, para dizer o mínimo, comentário do jornalista Luiz Carlos Prates, da RBS de Santa Catarina. Muitos de vocês devem ter visto este senhor responsabilizar a "farra do crédito para os miseráveis" pelos acientes de trânsito.
Caro Sr. Luiz Carlos Prates,

Me chamo Plínio, sou professor de História e, como tantos outros das camadas mais baixas da sociedade, consegui comprar um automóvel nos últimos anos devido a facilidade de crédito implantado pelo governo Lula. Assim como tantos outros, adquiri um carro popular, já com 4 anos de uso e sem qualquer acessório que produza maior conforto ou coisa do tipo.

Porém, gostaria de relatar algo que o Sr. provavelmente não sabe, ou tenta evitar saber, ao expor seus comentários ao vivo na TV. Da mesma forma que o governo do presidente Lula me permitiu adquirir um carro popular, também me permitiu continuar meus estudos. Durante este governo, graças aos investimentos em educação e apoio à pesquisa, foi possível a uma pessoa como eu, vinda de família pobre e do interior do estado de Minas Gerais, fazer o mestrado e hoje cursar o doutorado numa instituição pública federal de ensino superior.

Mais ainda, Sr. Luiz Carlos Prates, este mesmo governo me permitiu ascender socialmente e obter estabilidade ao ampliar as instituições de ensino comprometidas com a oferta de cursos técnicos e superiores, como as Universidades e os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, numa das quais hoje sou professor efetivo. Foram inúmeros concursos e a efetivação de milhares de docentes e técnicos nestas instituições. E é exatamente sobre este aspecto que gostaria de avançar na minha discussão.

O Sr. afirma que este governo permitiu a quem "nunca tinha lido um livro" adquirir um carro através do crédito fácil. Porém, esquece-se o Sr. de mencionar que este governo "espúrio" investiu mais em educação do que qualquer outro. Este mesmo governo deu acesso às camadas mais baixas da população ao banco das universidades e permitiu a diversos jovens estudarem e terem uma profissão ao ampliar as escolas técnicas por todo país.

Não, Sr. Luiz Carlos Prates, estas pessoas que compram carros hoje não são tão "miseráveis" e "desgraçadas" quanto o Sr. pensa. Pelo contrário, estas pessoas compreendem melhor a sociedade em que vivem e os grandes ganhos que tiveram nos últimos anos. Não, Sr. Luiz Carlos Prates, estes indivíduos não passeiam de carro para amenizar os conflitos entre maridos e esposas.

Estes indivíduos saem para celebrarem, juntos, a felicidade de uma nova vida que se constrói. Não são pessoas frustradas, pelo contrário, são indivíduos REALIZADOS. Na verdade, frustrada é a elite que sempre teve este país nas mãos e que agora não consegue aceitar que as camadas mais pobres ascendam e passem a ter acesso àquilo que era tido como exclusividade dos grupos privilegiados economicamente.

Não, Sr. Luiz Carlos Prates, os acidentes nas rodovias não acontecem por causa destes "miseráveis" e "desgraçados". São diversos os motivos dos acidentes, entre eles, o excesso de velocidade daqueles que podem adquirir os modelos de automóveis mais luxuosos e velozes e que, mesmo com toda a tecnologia de seus carros, também não conseguem "vencer as curvas" e outras barreiras que possam aparecer – entre elas, veículos de indivíduos inocentes.

Por fim, caro Sr. Luiz Carlos Prates, gostaria de informar-lhe que consegui trocar de carro. Ainda circulo por aí, nas tão movimentadas estradas do país, com um automóvel popular, mas já mais novo e com algum conforto a mais que o primeiro. Eu, minha esposa e minhas lindas filhas estamos felizes com o nosso automóvel, com a nossa casa ainda alugada e com as viagens que podemos fazer. Espero que o Sr. reflita sobre o quão preconceituoso e desvinculado da realidade foi o seu comentário que ganhou repercussão por todo o país.

Sem mais, despeço-me aqui. Um cordial cumprimento deste homem proprietário de um humilde carro popular comprado graças ao crédito fácil com parcelas a perder de vista, mas feliz.

resposta de um nordestino a Mayara Petruso

Cara Mayara Petruso

Preliminarmente desculpe-me se parecer pretencioso um mestiço nordestino sertanejo do semi-árido querer responder a tão branca e doce flor do lácio inculta e bela que brotou nos ares mais puros dos jardins paulista.

Entremente, não posso deixar de replicar vossa suave razão acerca dessa raça de ignorantes que habita o norte e o nordeste do seu valioso país.

Ora querida, todo preconceito e intolerância é sinal claro de desconhecimento, assim todo racista é ignorante pois preconcebe uma opinião sem buscar se nutrir de informações sobre ela.

O povo do nordeste não é inferior, ignorante, burro, analfabeto como pensam as mentes mesquinhas que vagam pelos salões da nova corte. Somos um povo que sofreu ao longo desse doloroso processo histórico por motivos bem mais racionais do que possa imaginar a mente estéril de xenófobo ou racista.

Se não estamos em situação tão confortável como a vossa é porque fomos relegados para emergir no centro industrial uma elite branca incontrolável e sempre eminente.

Será tão difícil compreender que o processo colonizador natural desse país seria o pérpetuo distanciamente da casa grande em relação à senzala? Será tão complicado perceber que todo esse acirramento e inconformismo partiu do fato de está se iniciando um processo contrário ao qual estavamos etermamente condenados?

Cara Mayara! as vezes penso tratar-se de uma criança boba que acabou se transformando em protótipo de fascista pelo fato de ter formado uma opinião tão pequena através de boatos na internet.

Concluo estas pobres linhas de um semianalfabeto sertanejo com a grandeza da essência do espírito nordestino escrito por um carioca, Euclides da Cunha, que viveu grande parte da sua vida em São Paulo, escrevendo para o jornal O Estado de São Paulo:

"Entretanto, toda essa aparência de cansaço ilude.
Nada é mais surpreendente do que Vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas, na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte; e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instântanea, todos os efeitos do relaxamento habitual dos orgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro, reponta, inesperadamente, o aspecto dominador de um titã acobreado e potente".


Portanto Cara Mayara, não subestime esse povo que aprendeu com as adversidades, que foi preterido da escola para que o filho da fina flor pudesse cursar medicina na universidade pública. Saiba que do mais profundo íntimo da minha alma faço minha a rija frase de Euclides "O sertanejo é acima de tudo um forte".

Adriano Fontes












Carta aos heróis

Queridos hérois que perdem seu tempo com as inutilidades deste blog. Gostaria de pedir desculpa se os abondanei durante essa suja campanha eleitoral que trouxe à luz da democracia a mais obscura filosofia medieval, onde Deus era o centro do universo e qualquer contradição a esse preceito era respondido com as chamas da inquisição. Quero me escusar invariavelmente de não ter denunciado com mais afinco a campanha que, com a ajuda da mídia, transformou o processo eleitoral brasileiro em um chiqueiro do fascismo, do conservadorismo, do preconceito.

Me sinto triste por estar aqui hoje não consolidando o processo democrático mas atônito com o caminho que essa campanha está trilhando com o afloramento do ódio, da intolerância em que José Serra lançou o nosso país.

Sinto muito, entrementes continuo minha batalha tal qual Dom Quixote diante dos gigantes e que sancho Pança insistia tratar-se de moinhos de vento. Por isso passem no meu twitter para colaborar com essa luta.

www.twitter.com/adrianodeleca

Solte Barrabás, Solte Barrabás

O pastor Silas Malafaia está tendo um comportamento no mínimo aético durante essas eleições quando lança sua cruzada preconceituosa contra a candidata do governo.

É claro que ele sabe que o debate sobre o aborto e o homossexualismo não se dará no âmbito do poder executivo e sim no legislativo, não será da competência de Dilma decidir sobre isso, e não é o fato de ela pertencer ao PT que garante que apoiará incondicionalmente qualquer projeto, se assim fosse o Lula que governou 8 anos e é do mesmo partido já teria capitaneado tais projetos.

É pura má-fé, não é simplesmente cego buscando cego para guiar, é uma desonestidade tratar do tema dessa maneira, senão pregaria a desobediência civil já que Serra declarou-se apoiar a união civil homossexual
( http://www1.folha.uol.com.br/poder/754484-serra-se-diz-a-favor-da-uniao-civil-e-da-adocao-de-criancas-por-gays.shtml )
e o aborto, inclusive apoiando quando senador o projeto de lei 78/1993 da senadora Eva Blay do PSDB, ( http://pastorrabugento.blogspot.com/2010/10/se-e-pra-falar-de-aborto-nesta-eleicao.html ) e depois, quando ministro assinando normas técnicas para o SUS implemetar procedimentos para a prática http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf
Fernando Henrique é ateu e a favor da descriminalização da maconha e Ruth Cardoso desafiou até o Papa João Paulo II quando ele esteve no Brasil suscitando tal tema de uma maneira desafiadora ( http://veja.abril.com.br/081097/p_032.html ). Além do mais, não acredito que pena de morte seja preceito cristão, porém o candidato a vice apoiado por Malafaia já propôs plebiscito para discutir tal tema, além de tratar a mendicância como vício ( http://exbancario.blog.br/2010/07/indio-da-costagenro-de-salvatori-cacciolanao-quer-o-pre-sal-para-a-petrobras-para-a-petrobrax-quem-sabe/ )

Desta forma, parece claro que não é fundamentado em princípios cristãos que Malafaia peleja contra a candidatura da Dilma. Uma pena que os cristãos estejam sendo usados para servir à boataria e à desonestidade de campanhas podres, preconceituosas, assemelhando-se inclusive ao fascismo.

Malafaia quer conduzir seu povo como o Fariseu que respondeu a Pilatos quando perguntou o que devo fazer e ele gritou "solte Barrabás" levando consigo os judeus em uníssono "solte Barrabás, solte Barrabás". Se quisesse apoiar candidaturas mais próximas do projeto de cristo, certamente não declararia apoio a Serra.

Comparando um pouquinho



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ELEIÇÕES 2010 E OS APROVEITADORES DA BOA FÉ E DA CREDULIDADE EVANGÉLICA

Talvez eu tenha falhado como pastor nestas eleições. Digo isso porque estou com a impressão de ter feito pouco para desconstruir ou no pelo menos problematizar a onda de boataria e os posicionamentos “ungidos” de alguns caciques evangélicos. [1]

Talvez o mais grotesco tenham sido os emails e “vídeos” afirmando que votar em Dilma e no PT seria o mesmo que apoiar uma conspiração que mataria Dilma (por meios sobrenaturais) assim que fosse eleita e logo a seguir implantaria no Brasil uma ditadura comunista-luciferiana pelas mãos do filho de Michel Temer. Em outras o próprio Temer seria o satanista mor. Confesso que não respondi publicamente esse tipo de mensagem por acreditar que tamanha absurdo seria rejeitada pelo bom senso de meus irmãos evangélicos. Para além da “viagem” do conteúdo a absoluta falta de fontes e provas para estas “notícias” deveria ter levado (acreditei) as pessoas de boa fé a pelo menos desconfiar destas graves acusações infundadas. [2]

A candidata Marina Silva, uma evangélica da Assembléia de Deus, até onde se sabe sem qualquer mancha em sua biografia, também não saiu ilesa. Várias denominações evangélicas antes fervorosas defensoras de um “candidato evangélico” a presidência da república simplesmente ignoraram esta assembleiana de longa data.

Como se não bastasse, Marina foi também acusada pelo pastor Silas Malafaia de ser “dissimulada”, “pior do que o ímpio” e defender, (segundo ele), um plebiscito sobre o aborto. Surpreende como um líder da inteligência de Malafaia declare seu apoio a Marina em um dia, mude de voto três dias depois e à apenas 6 dias das eleições desconheça as proposições de sua irmã na fé.

De fato Marina Silva afirmou (desde cedo na campanha, diga-se de passagem) que “casos de alta complexidade cultural, moral, social e espiritual como esses, (aborto e maconha) deveriam ser debatidos pela sociedade na forma de plebiscito” [3], mas de fato não disse que uma vez eleita ela convocaria esse plebiscito.

O mais surpreendentemente, porém foi o absoluto silêncio quanto ao candidato José Serra. O candidato tucano foi curiosamente poupado. Somente a campanha adversária lembrou que foi ele, Serra a trazer o aborto para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) [4]. Enquanto ministro da saúde o candidato do PSDB assinou em 1998 a norma técnica do SUS ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez [5]. Fiquei intrigado que nenhum colega pastor absolutamente contra o aborto tenha se dignado a me avisar desta “barbaridade”.

Também foi de estranhar que nenhum pastor preocupado com a legalização das drogas tenha disparado uma enxurrada de-mails alertando os evangélicos de que o presidente de honra do PSDB, e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defenda a descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal [6].

Por fim nem Malafaia, nem os boateiros de plantão tiveram interesse em dar visibilidade a noticia veiculada pelo jornal a Folha de São Paulo (Edição eletrônica de 21/06/10) nos alertando para o fato de que “O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira ser a favor da união civil e da adoção de crianças por casais homossexuais.” [7]

Depois de tudo isso é razoável desconfiar que o problema não esteja realmente na posição que os candidatos tenham sobre o aborto, união civil e adoção de crianças por homossexuais ou ainda a descriminalização da maconha. Se o problema fosse realmente o comprometimento dos candidatos e seus partidos com as questões acima os líderes evangélicos que abominam estas propostas não teriam alternativa.

A única postura coerente seria então pregar o voto nulo, branco ou ainda a ausência justificada. Se tivessem realmente a coragem que aparentam em suas bravatas televisivas deveriam convocar um boicote às eleições. Um gigantesco protesto a-partidário denunciando o fato de que nenhum dos candidatos com chances de ser eleitos tenha realmente se comprometido de forma clara e inequívoca com os valores evangélicos. Fazer uma denuncia seletiva de quem esta comprometido com a “iniqüidade” é, no mínimo, desonesto.

Falar mal de candidato A e beneficiar B por tabela (sendo que B está igualmente comprometido com os mesmo “problemas”) é muito fácil. Difícil é se arriscar num ato conseqüente de desobediência civil como fez Luther King quando entendeu que as leis de seu país eram iníquas.

Termino dizendo que não deixarei de votar nestas eleições.

Não o farei por ter alguma esperança de que o Estado brasileiro transforme nossos costumes e percepções morais em lei criminalizando o que consideramos pecado. Aliás tenho verdadeiro pavor de abrir esse precedente.

Não o farei porque acredite que a pessoa em quem votarei seja católica, cristã ou evangélica e isso vá “abençoar” o Brasil. Sei, como lembrou o apóstolo Paulo, que se agisse assim teria de sair do mundo.

Votarei consciente de que os temas aqui mencionados (união civil de pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, descriminalização de algumas drogas entre outras polêmicas) não serão resolvidos pelo presidente ou presidenta da república. Como qualquer pessoa informada sobre o tema, sei que assuntos assim devem ser discutidos pela sociedade civil, pelo legislativo e eventualmente pelo judiciário (como foi o caso da lei de biossegurança) [8] com serenidade e racionalidade.

Votarei na pessoa que acredito representa o melhor projeto político para o Brasil levando em conta outras questões (aparentemente esquecidas pelos lideres evangélicos presentes na mídia) tais como distribuição de renda, justiça social, direitos humanos, tratamento digno para os profissionais da educação, entre outros temas. (Ver Mateus 25: 31-46) Estas questões até podem não interessar aos líderes evangélicos e cristãos em geral que já ascenderam à classe média alta, mas certamente tem toda a relevância para nossos irmãos mais pobres.

______________________

NOTAS

[1] As afirmações que faço ao longo deste texto estão baseadas em informações públicas e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação. Apresento os links dos jornais e documentos utilizados para verificação.

[2] http://www.hospitaldalma.com/2010/07/o-cristao-verdadeiro-nao-deve-votar-na.html

[3]http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/marina+rebate+declaracoes+de+pastor+evangelico+silas+malafaia/n1237789584105.html

Ver também

http://www1.folha.uol.com.br/poder/805644-lider-evangelico-ataca-marina-e-anuncia-apoio-a-serra.shtml




[4]http://blogdadilma.blog.br/2010/09/serra-e-o-unico-candidato-que-ja-assinou-ordens-para-fazer-abortos-quando-ministro-da-saude-2.html

[5] http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf

[6] http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=856843&tit=FHC-e-intelectuais-pedem-legalizacao-da-maconha

[7] http://www1.folha.uol.com.br/poder/754484-serra-se-diz-a-favor-da-uniao-civil-e-da-adocao-de-criancas-por-gays.shtml

[8] http://www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=206

Fonte: Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte

2/10/2010


PS: Não se esqueçam de divulgar a lista de emails falsos contra a Dilma, com os links para os textos que provam que são falsos, estou atualizando à medida em que recebo novos hoaxes. Clique aqui para ver

PS2: Também deixo a minha carta aos evangélicos, explicando que ainda que você acredite abortar é pecado e quem faz vai para o inferno ou que casamento homossexual é pecado e aceitá-lo é contra os princípios cristãos, e ainda se Dilma fosse a favor de implementar tudo isso, não seria motivo para celeuma ou para não votar nela. Clique aqui para entender o porquê.




PS3:Votar nulo ou em branco não é opção, é omissão. Você está entregando o país à escolha dos outros, e sofrerá as consequências da escolha alheia. Seja consciente.

PS4: Amigo Cristão, peça orientação de Deus e não olhe Dilma com maus olhos por causa das mentiras que ouviu. Não seja preconceituoso. Se você não tem certeza se as mentiras são verdade ou não, presuma inocência, aja e pense nela como inocente. Isso é ter bons olhos. E Jesus disse (está escrito) que se teus olhos forem bons, todo teu corpo será luminoso,; se teus olhos forem maus, todo teu corpo andará em trevas. Quem quer fazer teus olhos maus quer que teu corpo ande em trevas.

Texto original no site da segunda igreja Presbiteriana de Belo Horizonte: http://www.segundaigreja.org.br/noticias_view.asp?id=340
Rev. Sandro Amadeu Cerveira (02/10/10)

A CAMPANHA PAUTADA PELA MÍDIA

Se agosto é o mês do desgosto e este correra em água morna, setembro fez-se presente, reavivando o que antes eu afirmei nesta publicação ser o espírito da UDN em busca de um salvador “mar de lama” a quem acusar.

Existente ou não, o estilo lacerdista aflorou e o ex-governador de São Paulo começa a atuar como Serra, vindo com tudo. Meu argumento parte de um fato contumaz. Nesta disputa eleitoral são as empresas jornalísticas que pautam os temas da campanha e não ao revés.

Como o acaso não é o fator determinante na política, exponho algumas dúvidas de fundo quanto aos tempos de produção jornalísticos empregados. Para mim, o intrigante nestas peças de acusação moral (a localizada na Receita e agora, mais recentemente, na Casa Civil) através de canhões midiáticos, é sua temporalidade.

Traduzindo. Ocorrendo o escândalo da quebra de dados sigilosos em abril e setembro de 2009, por que os mesmos se tornam munição de campanha agora? Poderíamos afirmar o fato midiático como “requentado”?

Vejamos o caso dos dados sigilosos. Se a quebra de sigilo é corriqueira (podendo ser comprados em camelôs do Centro de São Paulo) e sendo atingidos no episódio a quase duas centenas de brasileiros, por que os nomes elencados como “alvos” são os do alto tucanato ou parentes do candidato do PSDB?

Outra possibilidade, digna de um livro-reportagem do genial jornalista argentino Rodolfo Walsh, é supor a manobra inversa. Esta parte da premissa que teria havido a quebra de sigilo intencional por motivos políticos. E, para forjar o argumento de uma estórica cobertura, atingem nomes de gente vinculada e anônimos, como possibilidade de manobra diversionista, cobrindo os rastros eleitorais.

A conjectura acima é algo perfeitamente possível e, segundo qualquer manual de inteligência, tal fato é mais que comum. A única evidência é de que os acusados de haver violado os sigilos fiscais são ou foram filiados ao PT. Já os reais mandantes, se é que existe um ou mais coordenadores da ação, estes continuam encobertos.

Não entro no mérito se há ou não critério de relevância da notícia, porque o tema é importante. Assim como tem relevância e impacto a suposição de possibilidades de tráfico de influência a partir de relações familiares por dentro da Casa Civil, sendo esta denúncia matéria de capa de Veja, edição de 11 de setembro de 2010 e com a manchete “O polvo no poder”.

O que coloco em debate é a temporalidade desta pauta. Qualquer pessoa não leiga em comunicação e política sabe que os enunciados, antes de virem a público, são fruto de larga negociação e relações de força. Que o diga a Operação Castelo de Areia!

Soa no mínimo “curioso” estarem estas pautas em manchetes garrafais justamente no momento em que Dilma apontava para a vitória já em primeiro turno. Também transparece a mesma “curiosidade” o fato da matéria de capa da revista semanal Carta Capital, edição número 613, com o título “Quem bisbilhota quem” não ter tido a mesma repercussão nos telejornais.

Até pode ser alegado que o impacto da revista semanal do grupo Abril no meio do jornalismo profissional é maior do que a publicação de Mino Carta. Mas, prefiro a hipótese de que a proximidade das linhas editoriais e preferências políticas (porque todos nós as temos) seja o critério de definição dos textos de escalada dos noticiários televisivos e das manchetes em mídia impressa e eletrônica.

Concluo com algumas evidências. Ambos os lados têm episódios nebulosos em seus governos e aliados comuns mais do que comprometedores. Diante disso, a gravidade dos fatos perde seu poder de chocar. Isto se dá por três razões. Primeiro, porque as campanhas são personalistas, não há instrumento de identificação coletiva que ultrapasse a idéia básica da “turma da fulana” ou “turma do fulano”.

Segundo, boa parte dos fulanos e beltranos que foram governo tanto na Era FHC como agora no final dos oito anos de Lula, assim seguirão sendo, ganhe quem ganhar. Por fim, o eleitorado se comporta de forma pragmática e, estando superado o índice de rejeição, deixa as reputações e a moral para um segundo plano.



Bruno Lima Rocha é cientista político www.estrategiaeanalise.com.br /

Lula é a minha anta

O título desta postagem é o mesmo de um livro do "colonista" da revista veja Diogo Mainardi. Na verdade serve para muito bem ilustrar o que acontece no Brasil durante a era Lula.

Impressiona-me o dilema dos historiadores do futuro para entender como um homem tão criticado alcançou índices tão altos de popularidade e números economicos e sociais tão favoráveis.

O problema do preconceito da grande mídia contra o presidente Lula vem desde a campanha de 1989 quando a globo editava reportagens para favorecer Collor. Depois com Fernando Henrique seguia o conselho do seu ministro: "O que é bom a gente mostra o demais a gente esconde. Não temos escrúpulos".

Bóris Casoy ria da cara de Lula com deboche depois de ouvir um cala boca. Como um ser superior, um senhorio de escravos que não aceita a palavra daquele sob sua sujeição.

Ultimamente Willam Wack foi pego destilando seu ódio contra a candidata do governo e para clarear ainda mais a intenção preconceituosa da mídia elitista aconteceu o caso da quebra do sigilo de várias pessoas que ganhou notoriedade completamente desproporcional e visivelmente objetivando envolver no caso a campanha da candidata governista.

Graças ao amadurecimento político do brasileiro e sobretudo aos enormes avanços que o país tem vivido desde que o PT chegou ao topo não estamos mais sujeitos a este quarto poder que ajudou a consolidar oligarquias regionais, partidos conservadores, golpistas e ditadores em geral. Enfim, os meios de comunicação que formou a fina flor
da sociedade brasileira, que montou uma elite corrupta e preconceituosa percebe que já não influi mais tanto na consciência das pessoas, que não nos sujeitam mais à seus podres objetivos.

O que importa mesmo para nós aqui debaixo é que nossa vida melhorou e muito. Destarte, só pra concluir, eu espero que a nata da grande mídia ouça meu singelo conselho:

-Vão pra puta que os pariu.

Um olhar sobre a coerência eleitoreira

Tenho ouvido alguns candidatos utilizarem a coerência como propaganda de seu projeto político. Mas será que se pode dar crédito para tal assertiva eleitoral?

Reparemos que José Agripino já apoiou e já foi apoiado por todos os seus adversários aqui no Estado, anos elogia, anos critica conforme balança o pêndulo dos seus objetivos eleitoreiros.

Senão, lancemos à baila o triste episódio da venda da COSERN em que Garibaldi queimou na fornalha de Nabucodonosor e quando o fogo baixou Agripino se converteu ao Deus de Garibaldi que se tornara o anjo que salvou Daniel da chama.

Raimundo Fernandes, filiado ao partido que está de cima, dança conforme a música toca, campanha ouvimos seus vivas, outras suas delações.

WIlma já beijou José Agripino, flertou com Garibaldi e agora namora com o PT.

Nesta pérfida selva, trinta moedas é até muito para o exército de políticos dispostos a representar Judas.

Que lástima mesmo, ainda há quem arrote coerência em seu discurso.

Até Serra quer garupa de Lula

Pois não é que José Serra está tentando montar na garupa do Lula, no programa eleitoral se mostrou ao lado de Lula enquanto esconde a imagem de FHC.

Agora quem não aceita a garupa do Lula é a imprensa que além de trazer "reportagens especias" em telejornais com o claro objetivo eleitoral está dando a entender que forja debates como ocorreu no da Folha/UOL onde pelo menos três dos escolhidos para fazer perguntas a Dilma eram ligados ao PSDB.

Para concluir este breve post gostaria de convidar a todos os qualificados leitores deste blog para abrilhantar o meu twitter com vossas magníficas presenças: www.twitter.com/adrianodeleca

A confortável garupa de Lula


Ué? cadê a foto do Serra no Material de Tasso?


De meu doce lar ouvi na noite de ontem belas frases trazidas pelo agradável vento do sertão oriundas de uma manifestação política que ocorria no chamado largo da rádio cultura. Discursava Nilton Figueiredo, Henrique Alves, Gustavo Fernandes...

Me impressionava entre as palavras a frequência em que aparecia o nome de Lula. Os elogios e a preocupação dos candidatos e lideranças em associar-se à imagem dele.

No debate da Band, até Rosalba usou o nome de Lula e nunca o de Serra, dizem que Artur Virgílio, desde Manaus, não toca no assunto eleição nacional e José Agripino ainda não se ouviu pronunciar uma crítica ao governo do presidente Lula.

Dizem que quando o barco afunda os ratos são os primeiros a abandoná-lo e não sei se isso é verdade na prática, mas na política essa frase vem se consolidando muito bem.

Não obstante Serra ter criticado a carona que Dilma pegou na garupa de Lula no JN esqueceu de combinar com sua trupe e acabou que todo mundo tá atrás de subir no bagageiro do Presidente seja explicitamente, seja escondendo que é adversário dele, por isso na internet já começou a campanha: SAI DA CAIXA JOSÉ AGRIPINO, ASSUMA SUA POSIÇÃO.

A ética do jornalismo e o espírito da grande mídia.

Peço licença a Max weber para parodiar sua famosa obra em uma postagem tão desprestigiada quanto esta. No entanto me sinto no dever de criticar tal ciência por um fato muito simples, qual seja, a impossibilidade da utilização da ética profissional enquanto perdurar a grande mídia nas mãos do capital e sua luta desenfreada pela lucro.

Clarividente que os interesses dos políticos, grupos oligárquicos e investidores que comandam os meios de comunicação quase nunca se coadunam com interesses sociais ou nacionais.

A procura pelo lucro muitas vezes se distancia do escrúpulo o que acaba tornando o jornalismo uma ciência em vão, ou seja, fazer o simples desejo do patrão qualquer um faz, não precisa de diploma e faculdade para bajular a vontade alheia.

A política de concessão utilizada no Brasil é um claro sinal de interesse particular que sobrepõe o interesse público e o que mais impressiona é que talvez os canais televisos entregues a amigos e aliados dos generais durante a ditadura militar são as mais bem protegidas instituições democráticas. Sob a égide da Constitução Federal os meios de comunicação cometem todos os abusos e invocam o protetor escudo da liberdade de expressão e da democracia contra quem ousa denunciar seus excessos.

Há poucos dias, o candidato a presidente José Serra falou meio abusado e quando o repórter avisou que era da globo ele pediu desculpas. Em agradecimento foi agraciado com um doce perdoe-me de Wiliiam Bonner durante entrevista ao JN.

A série de entrevistas do JN esta semana foi tão descarada que até mesmo Roberto Jefferson escreveu no seu Twitter que Serra foi protegido pela globo.

É impressionante o quanto a nossa imprensa já se envolveu em corrupção, golpe, manipulação, mentiras e escândalos.

Desta forma comungo minha desprezível opinião com a de Mino Carta em frase infra, o qual acredito ser um dos raros remanescentes de um verdadeiro jornalismo que se contrapõe a hipocrisia, aos vícios da profissão e aos prazeres do sujo quinhão da manipulação em detrimento da dignidade, da honra e da moral:

“A rapaziada não se dá ao respeito. Quem sabe haja quem se incomoda ao perceber que nos enxergam como malta de idiotas. Esta visão da platéia é própria, aliás, dos jornalistas nativos e seus patrões. Será que não usam na medição o metro recomendável para medir a si mesmos ?”

Refletir sobre o paradigma da sociedade capitalista

Não faz muito tempo havia uma coisa que me encantava entre os provicianos costumes da terra em que fui arraigado, quando o modo de vida hodierno ainda não influenciava tanto na cultura do curiboca.

Acordar as quatro da manhã era pra mim um salutar e prazeroso exercício. Com meu sábio pai descíamos pela rua prefeito Francisco Fontes, cruzavamos à atual rua Evaristo Fontes e a rua Manoel Ferreira Fontes e chegavamos ao mercado público onde se encontrava o café de Titica de Chico Abá.

Enquanto meu pai conversava e tomava café eu o observava saboreando um delicioso bolo de milho. Quando chegavamos já havia muitas pessoas deliberando de uma maneira esplendidamente harmônica sobre os mais variados temas. Tratava-se de uma confraternização saudável e amistosa tal qual irmãos em almoço de domingo na casa dos pais.

Aquilo causava arroubo aos meus inocentes olhos, um deslumbramento lírico que até hoje me traz grandes recordações de minha infância.

Porém, por imposição do atual modelo de sociedade moderna capitalista já não há mais espaço para os abraços, os sorrisos, as confraternizações, as convenções, as amizades e muito menos para o Café de Titica de Chico Abá que fechou depois que o sinal da globo chegou em José da Penha. Hoje tudo é mecanizado, digitalizado até mesmo os relacionamentos.

Sobre a chegada desse tempo escreveu Paulo a Timóteo: Saiba Porém que nos últimos tempos haverá momentos difíceis. Os homens serão egoístas, gananciosos, soberbos, blasfemos, rebeldes com os pais ingratos, iníquos, sem afeto, implacáveis, mentirosos, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatudos, mais amigos dos prazeres do que de Deus, manterão aparência de piedades, mas negarão a sua força interior.

As oligarquias que apoiam seus pés imundos nas espáduas do povo.

No princípio era Geisel e Geisel nomeou Golbery do Couto e Silva que nomeou Tarcísio Maia para governador do Rio Grande do Norte que em 1979 foi sucedido providencialmente por seu primo Lavoisier Maia.

Lavoisier indica para assumir o cargo de prefeito do Natal o filho de Tarcisío Maia, José Agripino Maia, que em 1982 beneficiado pelo voto camarão se torna governador do estado.

Lavoisier se casa com Vilma e gera Márcia e Lauro Maia, atualmente deputada e ele candidato a deputado estadual, Vilma ex-governadora e candidata a uma vaga no senado, enquanto Lavoisier é deputado estadual.

Para eleger Wilma prefeita de Natal José Agripino protagonizou o episódio conhecido como rabo de palha que segundo o blog do sindicato dos bancários de brasilia (www.bancariosdf.com.br) se deu da seguinte forma:

"José Agripino Maia toma posse em 15 de março de 1983 e, dali a dois anos, será flagrado numa reunião com auxiliares e 120 prfeitos, acertando o que constituiria a maior fraude elitoral da história do Rio Grande do Norte.

Dessa vez, José Agripino queria eleger prefeita de Natal sua secretaria de Promoção Social, Wilma Maia, em 1985. Tinham como adversário o deputado estadual Garibaldi Alves Filho (PMDB), sobrinho de Aluízio e hoje presidente do Senado. O plano foi todo armado em quatro reuniões, no Centro de Convenções, Zona Sul de Natal.

José Agripino simplesmente instruiu os prefeitos a comprar títulos eleitorais, distribuir presentes, incentivar tumultos nos processos de votação e apuração e, ainda, usa veículos oficiais com placas frias para transportar eleitores do interior para a capital. O caso ficou conhecido como Escândalo Rabo-de-Palha, rótulo fornecido pelo próprio José Agripino, que ao final de uma reunião pediu:

- Não podemos deixar rabo-de-palha.

Caros Amigos reproduz aqui parte da conversa. Laudo do Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal, diz que a voz é do governador.

José Agripino -Os pobres estão indecisos. É em cima desse povo que você tem que atuar. Com uma feirazinha, com um enxoval, com umas coisinhas".


José Agripino se envolveu também em outros escândalos como os relacionados ao ganhe JÁ.

José Agripino gerou ainda Felipe Maia que é deputado Federal e candidato a reeleição.

Para não tornar o texto prolixo é necessário apenas dizer que esse grupo político acima citado faz parte do mesmo clã oligárquico que impera soberano sobre Mossoró há vários anos.

A oligarquia Alves fica para uma próxima ocasião, porém para concluir esse pobre texto feita nas coxas resta apenas a moral da história, ou seja, a nota indignada do blog:

Que povo besta é esse que fica segurando cartaz e correndo atrás desse pessoal que faz da política um feudo graças a esses ignorantes vassalos.

Rapidinhas

I- O eixo do mal

Quando George Bush chamou a Coréia do Norte e o Irã de eixo do mal, certamente não conhecia a assustadora sociedade que se lançou pelas áridas terras do alto-oeste potiguar durante o início desta semana.

II- O "coroné" e o jatinho

A declaração de bens de senador Tasso Jereissati à justiça eleitoral corresponde a R$ 63.537.081,27 no entanto não aparece na lista o jatinho que foi iluminado durante aquela famosa briga com Renan Calheiros no plenário do senado. Tasso dizia: "é meu, o jato é meu"

Luz da justiça sobre a escuridão da arrogância

Muito me alegra a notícia que leio no blog conversa afiada de Paulo Henrique Amorim sobre a derrota sofrida por Gilmar Mendes na seara jurídica em ação que promovida pelo Ministro do Supremo contra jornalistas independentes. Com o espírito saciado recordo-me de um adágio que dizia que não há escuridão, por maior que seja, que a simples chama de uma vela não possa derrotá-la. Assim cumpro o agradável dever de colar a informação colhida do blog supramencionado:

O Juiz Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, da 4ª. Vara da Justiça Federal de São Paulo, a pedido da procuradora federal Adriana Scordamaglia, arquivou ação criminal que o ex-presidente do Supremo, Gilmar Mendes, moveu contra este ordinário blogueiro e quatro jornalistas da IstoÉ.

Consultei o notável jornalista Mauro Santayana e ele me assegurou que nunca dantes na História deste país um Presidente do Supremo perdeu na Justiça criminal uma causa que tivesse movido contra jornalistas.

Ainda mais que o escritório que o defendeu, o de Sergio Bermudes, tem como “consultor geral” um ex-ministro e Presidente do Supremo, Sepúlveda Pertence.

Por que foi possível isso acontecer ?

Porque nunca dantes na História deste país houve um Presidente do Supremo como Gilmar Mendes.

Autoritário, prepotente, desmedido, consumido pela hubris.

Um Presidente Supremo que tentou governar o Executivo e o Legislativo e transformar o Conselho Nacional de Justiça numa corte privada para se vingar do corajoso Juiz Fausto De Sanctis.

Um Presidente do Supremo que chamou o Presidente da República “às falas”.

Que tentou dar, no PiG (*), um Golpe de Estado da Direita.

Que vai se inscrever na História da Justiça do Brasil como o Presidente do Supremo que, em 48 horas, deu dois HCs a um passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.

Uma “acrobacia”, disse, com elegância, a Procuradora Scordamaglia.

Um Presidente do Supremo que tentou subjugar a Justiça e submetê-la a seus caprichos: intimidar jornalistas e calar a boca deles.

Um Presidente que se revestiu do uso Imperial do Poder.

O que significa essa derrota ?

Primeiro, ele e seus ilustres advogados foram obrigados a assistir, com humildade e atenção, a notável aula de Direito Constitucional da Procuradora Adriana Scordamaglia.

Segundo, ele e seus notáveis advogados tiveram que se submeter à decisão soberana de um Juiz Substituto de Primeira Instância, Dr Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, que não se intimidou com um Supremo Presidente do Supremo, com um ex-presidente do Supremo, e um notável jurisconsulto da praça do Rio, advogado de primeira hora de Daniel Dantas.

A intimidação política e a arrogância do Poder se curvaram à Justiça.

Essa decisão tem dois desdobramentos notáveis.

Encoraja outros magistrados a enfrentar Dantas, seus poderosos advogados – e seus aliados.

Dantas não mete mais medo à Justiça.

Além disso, essa notável decisão reforça –“Não me calarão” – uma linha de decisões judiciais que marcarão, sem dúvida, a jurisprudência sobre a liberdade de expressão na internet.

E o pai fundador dessa doutrina – de que a Dra Scordamaglia é impecável seguidora – é o Ministro Carlos Ayres Britto, autor da máxima “a liberdade da internet é maior do que a liberdade de imprensa”.

Não bastam as leis emanadas do Legislativo.

A Primeira Emenda à Constituição americana – me ensinava o inesquecível Evandro Lins e Silva –, aquela que impede qualquer lei que ameace a liberdade de expressão, teve que ser ratificada, inúmeras vezes, na Justiça, especialmente na Corte Suprema.

A liberdade de expressão se assegura no Judiciário.

Ou como disse um amigo navegante deste ordinário blog, o Madeira:
Só existe jornalismo independente se houver um Poder Judiciário independente.

Paulo Henrique Amorim (e Madeira)


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da
Imprensa Golpista.